quarta-feira, 22 de julho de 2009

Cerâmica que aguenta exposição a chama direta são aquelas queimadas em baixa temperatura

Encontramos panelas muito adequadas, e diria até saborosas para cozinhar no fogão, em Minas Gerais e Bahia, de barro vermelho, ou as pretas de queima de coivara do Espírito Santo.
A cerâmica de alta temperatura, do atelier Muriqui, ou as porcelanas, que tenho pesquisado, servem para servir à mesa. Caso sejam expostas a chama direta ou aquecidas muito rapidamente podem explodir ou no mínimo trincar. A cerâmica queimada em alta temperatura (a partir de 1280ºC) pode ser usada no micro-ondas, no forno ou até no réchaud tendo um quebra-chamas ou difusor de metal (geralmente alumínio) para proteger a peça do fogo.
Como cada corpo cerâmico tem um coeficiente de dilatação térmica, que varia de acordo com a temperatura, a vantagem da cerâmica de baixa sobre a cerâmica de alta ,no caso da incidência de chama direta, é sua porosidade. A cerâmica de baixa temperatura mantém ar dentro da massa e estas moléculas de oxigênio permitem a dilatação e o isolamento térmico que uma panela necessita.
Imagine a massa da cerâmica de alta temperatura densa como a de um chocolate amargo. Mais difícil de quebrar ou lascar mas mais sensível a explosões pois suas partículas de sílica e alumina não tem espaço para dilatação. Tudo muito denso, condensado! Já a massa de baixa seria um chocolate aerado, tipo Suflair, onde as partículas de sílica e alumina tem espaço para se expandir e sem choque se reacomodar mais dilatadas.

Tudo isso para dizer que: Sim, fizemos panelas no atelier Muriqui!!!
Queimamos apenas 1 vez e em baixa temperatura (aprox. 1000ºC), ficaram assim:
Feijão, arroz, triguinho, brócolis… Qualquer coisa fica com um gostinho característico. Como definir o paladar da panela de barro … só experimentado!

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