sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

23º PREMIO DESIGN MUSEU DA CASA BRASILEIRA

As Marmitas Gourmand ou Antigas Marmitas Operário que são um sucesso nas vendas por aqui, quem diria…estão fazendo parte da exposicão de design do Museu da Casa Brasileira.
Fui lá é fotografei para acreditar!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Direto do blog da Carla Pernambuco


http://carlapernambuco.uol.com.br/



Beleza à mesa
Comer não é, decididamente, uma experiência que se limita ao paladar. E não falo apenas dos aspectos mais óbvios, quer dizer, do aroma e do visual do prato que chega à mesa, mas de tudo o que literalmente cerca o período da refeição.
Não importa se você for o tipo de pessoa que não liga a mínima para decoração: mesmo que não perceba, o ambiente tem uma influência gigantesca em cada experiência por que passamos – e de forma especialmente intensa na de quem se senta para comer.
Criar uma ambiência que combine com aquilo que um restaurante pretende faz parte do negócio. Satisfazer a visão, o olfato e a audição do cliente é deixá-lo à vontade e relaxado, pronto para a próxima experiência sensorial, a gustativa.
Nessa busca deliciosa e interminável por objetos que eu acho capazes de transmitir o que eu quero, me deparei com umas peças que, quando vi pela primeira vez, senti como se tivessem sido especialmente feitas para receber minha comida ou enfeitar os lugares em que cozinho. São os produtos maravilhosos das meninas do grupo Muriqui Cerâmica.
As travessas, cabaças, cumbucas e outros apetrechos da Muriqui não têm nem um pouco de firula ou afetação: transmitem uma coisa autêntica e natural, mas ao mesmo tempo criativa, até difícil de explicar. Acho que o melhor mesmo é dar uma olhada no catálogo que está disponível no site delas.
A sensação de encontrar objetos assim, para mim, é quase como a de conceber uma receita nova: é, à sua maneira, um jeito de transmitir aos outros minha ideia sobre comida, sobre servir bem, sobre proporcionar um tempo agradável a quem me visita. Mesmo que parte da experiência fique assim, subliminar, tornando, discretamente, tudo mais especial.
POSTADO POR CARLA PERNAMBUCO ÀS 08:37
no blog dela http://carlapernambuco.uol.com.br/

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Os utilitários Muriqui “não gostam de armários”! -II

Eles humanizam e trazem identidade para o ambiente, contam histórias.
Quer conhecer um pouco da “história das coisas”?

tradicional moringa de barro trazida para o Brasil pelos colonizadores ibéricos com a função de manter fresca a água potável.
Na roça ainda se pode sentir o gosto adocicado do barro ao beber da “água de moringa”.
A moringa Muriqui foi pensada para um uso contemporâneo mantendo a água fresca sem alterar o paladar.



“velha marmita de alumínio” do trabalhador da roça, que saía cedo de casa levando a garantia de sustento para o almoço.
Revisitada e adaptada para o uso “gourmand”, a marmita de cerâmica não altera o paladar do alimento e mantêm a salada fresca e os suflês, cremes e risotos… quentinhos por muito mais tempo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Forno sob-medida para os vasos enormes


Este forno foi construído especialmente para queimar os 6 vasões, que não cabiam no meu fornão nem no de ninguem que eu conheço. Contruimos e desconstruimos 2 paredes do fono a cada queima.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

As irregularidades de objetos manufaturados

…aumentar nossa consciência dos próprios materiais e assim levar-nos a pensar sobre seu valor e a identificação desses materiais com nós mesmos.
Atribuição de qualidades da ética humana- como honestidade, modéstia, virtude – a estes materiais e processos naturalmente detentores de qualidades humanas
Será que nós, em nossa muito comparativa imperfeição, teríamos algo de positivo a aprender com o fato de sermos humanos?
Ideia solta, lendo o livro :O ARTÍFICE – RICHARD SENNETT

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Par de vasos!

Os vasos de 1,70 ganharam companhia de outros de 1,20.
Um par de vasos em cada hall!



Usei muito esta lamapadona para secar os vasos enormes. E ela foi muito útil tb na montagem destes menores para ajudar a secar a peca onde precisavamos de estrutura para colar a de cima.
Para quem viu o fiminho (postado lá embaixo) fica fácil de imaginar, usamos a lâmpada ao invés do maçarico.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Os utilitários Muriqui “não gostam de ficar no armário” !

Eles humanizam e trazem identidade para o ambiente, contam histórias.
Quer conhecer um pouco da “história das coisas”?
cuia, cabaça, cuité, purungo, cocombro…
chame como quiser! são verdadeiras bacias oferecidas pela natureza.
Frutos de árvores ou arbustos rasteiros de casca fina e dura mas interior desprezível.A casca limpa e bem lixada serve de recipiente para o vai e vem da água, farinha e grãos para o dia-a-dia das casas populares do interior deste Brasil.

Presente na vida cotidiana dos indígenas, seu uso foi assimilado pelos colonizadores.
No sul e no centro-oeste até hoje é usada no hábito de tomar Chimarrão, ou terere.
No nordeste foram por muito tempo carregadas atravessadas no corpo como se fosse um cantil, referência à vida de peregrino.
Possuem diferentes tamanhos, formatos e texturas mais expressivas ou mais suaves dependendo da espécie.
A hora certa de colher varia segundo o tamanho da vasilha que se queira.
Na linha Muriqui, as variações de cabaças cuités e purungos hora valorizam o formato, hora evidenciam o umbigo, por onde o fruto pode se desenvolver na árvore, e hora é o caráter orgânico e a textura que aguardam revelar sua beleza.
“lata d’água na cabeça lá vai Maria” o que pouca gente sabe é que entre a lata e a cabeça vai uma rodilha.
Popular no Nordeste do país, a rodilha é uma argola de tecido torcido utilizada no topo da cabeça, sobre a qual se equilibra geralmente uma lata ou bacia usada no transporte do dia-a-dia seja de água, alimentos ou roupas.

Nesta versão contemporânea Muriqui, as rodilhas servem de base para estabilizar a cuia e a cabaça sobre a mesa.

sábado, 22 de agosto de 2009

Vasos enoooormes!

modelagem/construção dos vasos de 1,70m no torno

O oleiro Geraldo primeiro torneou as partes e depois foi anexando, compactando os “tubos”. Trabalho de artífice: suor e cabeça!
Agora eles estão secando, e nós na torcida para o tempo bom voltar!
Depois iremos construir um forno para recebe-los.
O desenho, perfil e proporcões, do vaso foram desenvolvidos pelo cliente.
Serão entregues, no começo de setembro, pós uma queima até 1000ºC .

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Coleção Pequenices Gourmand, pensadas para compor pratos ou para serem usadas em serviço finger food.

Algumas ideias:

Finger food:
nome pomposo mas, nada mais é do que: comer com as mãos,
um tipo de comida que dispensa grandes serviços e talheres convencionais.
Pense numa variedade de canapés e entradinhas frias e quentes, mini-sanduíches,
sticks, caldinhos, terrines e doces sendo servidos e experimentados com elegância.
Este conceito já foi tendencia e parece ter demandada garantida pelos clientes
à restaurantes e buffets.


quarta-feira, 22 de julho de 2009

Cerâmica que aguenta exposição a chama direta são aquelas queimadas em baixa temperatura

Encontramos panelas muito adequadas, e diria até saborosas para cozinhar no fogão, em Minas Gerais e Bahia, de barro vermelho, ou as pretas de queima de coivara do Espírito Santo.
A cerâmica de alta temperatura, do atelier Muriqui, ou as porcelanas, que tenho pesquisado, servem para servir à mesa. Caso sejam expostas a chama direta ou aquecidas muito rapidamente podem explodir ou no mínimo trincar. A cerâmica queimada em alta temperatura (a partir de 1280ºC) pode ser usada no micro-ondas, no forno ou até no réchaud tendo um quebra-chamas ou difusor de metal (geralmente alumínio) para proteger a peça do fogo.
Como cada corpo cerâmico tem um coeficiente de dilatação térmica, que varia de acordo com a temperatura, a vantagem da cerâmica de baixa sobre a cerâmica de alta ,no caso da incidência de chama direta, é sua porosidade. A cerâmica de baixa temperatura mantém ar dentro da massa e estas moléculas de oxigênio permitem a dilatação e o isolamento térmico que uma panela necessita.
Imagine a massa da cerâmica de alta temperatura densa como a de um chocolate amargo. Mais difícil de quebrar ou lascar mas mais sensível a explosões pois suas partículas de sílica e alumina não tem espaço para dilatação. Tudo muito denso, condensado! Já a massa de baixa seria um chocolate aerado, tipo Suflair, onde as partículas de sílica e alumina tem espaço para se expandir e sem choque se reacomodar mais dilatadas.

Tudo isso para dizer que: Sim, fizemos panelas no atelier Muriqui!!!
Queimamos apenas 1 vez e em baixa temperatura (aprox. 1000ºC), ficaram assim:
Feijão, arroz, triguinho, brócolis… Qualquer coisa fica com um gostinho característico. Como definir o paladar da panela de barro … só experimentado!