quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Almoço da Dabburzinha

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Este almoço foi oferecido pela Dabburzinha (Jane) que sabe receber as pessoas com o maior aconchego. Arrumou uma bela mesa com suas cerâmicas e ofereceu pratos que conhece desde a infância .

Em meio a muita tagarelice e animação, como os muriquis originais sabem fazer, dei a primeira colherada despercebida.
pensando que iria tomar uma simples sopinha de capeletti…. engano. Filha de libaneses, ela preparou o shichibark. Você, já experimentou?
Simples,ela diz que realmente é. Estava um primor e claro que eu tive de pedir a receita.
Massa
-1 copo de farinha de trigo
-1 colher de chá de sal
- água, aprox. ½ xícara
Acrescentar a água até a massa deixar de ser “liguenta” e começar a desgrudar da mão.
Deixa-la descansar por ½ hora.
Recheio (crú)
- 400g de carne moída (colchão mole ou duro,moído 2x)
- 1 cebola ralada
- sal
- pimenta síria (ou jamaicana)
- 2 colheres de óleo
Tudo bem picadinho e misturadinho.
Abrir a massa com um rolo, deixa-la bem fininha e cortar com a boca de uma xícara de café ( aprox.4 cm)
Rechear e dobrar em forma de pastel, não encher d+ para conseguir girar este “pastelzinho” no dedo e juntar as pontas.
Coloca-los dentro de uma assadeira e leva-los ao forno pré- aquecido, temperatura moderada, até dourar.
Molho
-3 colheres de manteiga
-1 cebola grande picada
refogar até ficar transparente e acrescentar 2 copos de água.
Deixar fervendo, enquanto isso…
bater no liquidificador
-4 copinhos de coalhada fresca
- sal a gosto
- 1 colherinha de maizena (para dar consistência e não talhar)
Mexer a panela e aos poucos acrescentar a mistura do liquidificador.
terminar com
- 1 mão de hortelã seca
Esfregada entre as mãos.
Juntar o molho com o massa recheada só no momento de servir para não estragar a consistência.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Pérolas proferidas por Alex Atala

“Nada te parece estranho desde que seja oferecido na primeira infância”.
“Paladar não nasce pronto, é desenvolvido.”
Inventar não diz respeito a risco, criar não nos livra de excessos,
por isso a equação:
inovação = criatividade + utilidade

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

O Mar na Cozinha Brasileira

Estive ontem no Gula & Design Boa Mesa Gourmet, dentre degustações aulas abertas e muitos papos de corredor, que tratarei depois pois hoje quero falar das idéias do chef Edinho Engel.
Segundo o chef, o avanço da cozinha nacional para a gastronomia nacional de mar está ligado a valoração dos nossos ingredientes, muitos deles herdados do nosso passado indígena e seus costumes primitivos da costa, agregados as nossas posteriores referências imigradas de vários lugares do mundo.
Cabe aos chefs, cozinheiros e curiosos pesquisar estes “fabulosos” ingredientes de forma nova. Usar, se aprofundar e ArRisCaR!!!!!
Durante a aula, o chef preparou Carapau, Sardinha e Garoupa. Peixes menos “prediletos” que resultaram divinos combinados e temperados com ingredientes nacionalíssimos como maxixe, feijão fradinho, coentro, limão cravo e tangerina carioquinha.
Eu, mera curiosa nesses assuntos de cozinha, e você se também for, podemos dar o primeiro passo elegendo um ingrediente que gostamos.
Por exemplo: o camarão. Sabemos “de que” camarão estamos falando?
Camarão da beira do mar ? branco, sete barbas? ou rosa ? criado em cativeiro ou selvagem, do sul ou do norte?
Com os devidos parâmetros, nossas escolhas tornam-se mais assertivas e contribuímos pra que cada vez mais tenhamos fornecedores preparados que disponibilizem produtos frescos e específicos com relação as espécies, a origem e a forma de conservação do produto.
Algumas dicas anotadas:
Se for comprar camarão congelado, prefira-o inteiro. Com casca e cabeça no seu devido lugar! Quanto mais tortinho, no formato do camarão mesmo, melhor pois maior a chance de ter sido congelado bem fresco.
Já o polvo, pode procurar pelo congelado mesmo. Sua fibrosidade melhora quando limpo depois do descongelamento.